terça-feira, 3 de setembro de 2013

CAMINHO DA FÉ - MINAS GERAIS E SÃO PAULO
Texto: R. Camargos
Fotos: Leonardo Valladão e R. Camargos.








Treinando para o Caminho da Fé - Rio Preto - Unaí-MG


O Caminho da fé é uma peregrinação ou um percurso criado há cerca de dez anos por uma associação baseada em  Águas da Prata . Meu cunhado Leonardo e eu atendemos ao chamado do caminho entre os dias 03 e 11 de agosto de 2013.

Começamos nossa peregrinação na cidade de Tambaú em São Paulo, depois de encararmos uma maratona que incluiu uma viagem à Brasília de carro, um voo até Campinas e mais quatro horas de ônibus até Tambaú.

No dia 04, um domingo, saímos de Tambaú rumo à cidade de Vargem Grande do Sul passando por Casa Branca, um percurso de 57,83 Km de topografia razoável e paisagem inicialmente monótona, mas que aos poucos ganha aquele ar de viagem de cicloturismo. Também, à medida que encontramos as pessoas pelo caminho, vamos entrando no clima de peregrinação espiritual. No primeiro dia avistei uma raposa, que correu pela estrada por alguns segundos à frente da bicicleta.
1° dia saindo de Tambaú-SP
Preparando para seguir as setas. 


Casa Branca é uma bela e pequena cidade paulista, com pessoas amáveis, arquitetura que remete ao ciclo das grandes fazendas de café e gado do início do século passado. A bela igreja Matriz de nossa Senhora das Dores e o santuário do Desterro, onde estava acontecendo uma festa, são alguns dos marcos religiosos da cidade. Um motociclista gentilmente nos mostrou o caminho a seguir. Como era nosso primeiro dia de viagem, não tínhamos ainda nos concentrado nas setas amarelas que guiam o peregrino pelo caminho. Então alguns erros aconteceram, mas nada que preocupasse. Eu havia comprado o guia escrito pelo Antônio Olinto, que foi de grande ajuda na viagem e tem sido na redação deste texto. Em Casa Branca aproveitei para provar dos doces magníficos da cidade: de batata roxa, figo e amendoim, pode comer mais, pois ainda tem muito pedal pela frente.
Clicando nas fotos elas poderão ser ampliadas


O Sol já nasceu na estrada nova, e mesmo que eu impeça ele vai brilhar...(Osvaldo Montenegro) 

Depois de um lanche em Casa Branca, algumas fotos e um passeio pela cidade, seguimos rumo à Vargem Grande do Sul, a saída de Casa Branca ficou um pouco confusa, perdemos o caminho. Atravessamos uma rodovia nova e bem conservada e retornamos ao Caminho alguns quilômetros  adiante. Com a queda de uma ponte,  que uma placa informava e sugeria seguir pelo asfalto, seguimos o trajeto pela rodovia com ótimo acostamento. Em Vargem Grande, almoçamos no restaurante do Gaúcho, um prato feito (muito bem feito). O restaurante está em frente à praça da igreja Matriz de Santana.  O proprietário é um simpático gaúcho que já morou em Brasília e nos contou como ficou emocionado com a visita do Papa ao Brasil há duas semanas. Quando falamos que pretendíamos chegar à pousada da Dona Cidinha, Gaúcho sacou o telefone e ligou pra sua amiga, que por sua vez ofereceu uma carona ou um transporte da bagagem, já que estavam ali perto e iriam para o sítio em instantes. “cicloperegrino”que se preza, agradece e recusa caronas e outras facilidades, carrega sua própria  carga penitentemente e  com um certo orgulho. Barriga cheia, rodas na areia.  Lá fomos nós rumo à já lendária Dona Cidinha.
     
A secagem do café










A chegada à pousada de Dona Cidinha apresenta os primeiros desafios físicos, está a apenas 13 Km da cidade, mas são 13 km  pedalados no ritmo ditado pela serra de São Roque da Fartura. Já próximo à pousada, a serra nos fez caminhantes pela primeira vez. Destravamos as sapatilhas pra “tiramos uma foto” e como já estávamos desmontados...resolvemos empurrar as bikes.

Se o futuro ”cicloperegrino” for daqueles ciclistas que se orgulham de não empurrar a bike em uma subida, e acha que isso é para os fracos. O Caminho da Fé nos dá, mais cedo ou mais tarde, uma lição de humildade e reverência aos obstáculos que a vida nos reserva. Logo perceberemos que até mesmo os ciclistas serão caminhantes. Empurrar a bike se tornará uma constante, ainda mais se sua bagagem pesar cerca de  15 quilos.
A casa da árvore

Chegando em Águas da Prata
A  pousada de Dona Cidinha e seu Francisco é um alívio para o corpo e para a alma, o casal é extremamente simpático e prestativo, Dona Cidinha recebe todos com um abraço e já se oferece para lavar as roupas, enquanto seu Francisco nos mostra os aposentos onde ficaremos. O jantar é ótimo, à beira do fogão à lenha, seguido de vários doces para aqueles que conseguirem  deixar um espacinho no estômago.  O pouso é reconfortante, a vista do sítio deslumbrante, o clima revigorante, o café da manhã, bem, esse é o combustível do caminhante. - Desculpem-me os poetas pelas rimas miseráveis.
Dados do Primeiro dia:
78,5 Km rodados, Hospedagem 40,00 e compras, comida e água 52,00

Leonardo, Francisco, D. Cidinha, Joaquim e eu


  
A ponte de pedra
Atravessando à vau
    


O segundo dia de pedaladas começou com a subida da serra rumo à São Roque da Fartura, um caminho belíssimo que dá início ao percurso na serra da Mantiqueira. São Roque é um distrito de Águas da Prata, e o percurso é em meio a cafezais, serras e alguns trechos de mata. Avistamos aves como tucanos, seriemas, gaviões carrapateiros, Carcarás, Gavião-do-rabo-Branco entre outras espécies inclusive de mamíferos. Nesse dia foram várias cancelas que tivemos que ultrapassar e para isso tínhamos que tirar os alforjes das bicicletas. Encontramos uma árvore que era um verdadeiro abrigo, daria para umas quatro pessoas acampar em seu tronco. Chegamos a Águas da Prata, por volta do meio dia, resolvemos almoçar na cidade e logo seguimos para uma pousada próxima a Andradas. Teve algumas subidas fortes e umas descidas que seriam verdadeiros Downhills, não fossem os alforjes. Chegamos a uma formação interessante chamada ponte de pedra, um ótimo lugar para um banho, mas a  água estava  geladíssima.
Resolvemos dormir na Pousada do Gavião. Não é um refúgio para peregrinos, no entanto, diante do cansaço, resolvemos nos hospedar ali mesmo. É uma ótima opção para quem prefere dormir fora da cidade, possui boa estrutura e tem preços justos.
Nesse segundo dia rodamos apenas 49,17 Km, com uma ascensão de cerca de 750 m, uma subida que se prolonga por uns 20 Km, gastei 50,00 com pousada, 12,00 com jantar e 8,00 com água e lanche.







Vários caminhos em um dia
3° dia – 06/08/13 – tempo sem chuvas, pouco vento e temperatura amena, terreno com pouca poeira, foi assim por toda a viagem. O terceiro dia começa com boas descidas até a cidade de Andradas, onde aproveitamos para ir a uma oficina de bicicletas comprar um par de pastilhas de freio, uma vez que os freios vinham sendo muito exigidos até o momento.
Andradas é uma bela cidade e vale planejar o roteiro para chegar ali para pousar.
Seguimos viagem agora rumo à Barra, um distrito dividido entre Andradas e Ouro Fino, o desafio do dia era a “Serra dos Limas”, uma subida abrupta revestida de asfalto, que não aceita um ataque. Devemos escala-la compassadamente, sem pudor de usar a coroa menor e a catraca maior e não é vexame empurrar a bike em pleno asfalto, são cerca de 2 Km de subida que começamos a pedalar a uma altitude de 1000 m e terminamos em 1.200 m de altitude. Com o fim da subida acaba o asfalto e alguns quilômetros depois começa uma bela descida rumo a Barra, paramos  ali para um almoço, comemos dois belos sanduíches feitos com pão francês, muito lombo, queijo e tomate feitos pela dona da pousada Tio João. Depois de um descanso seguimos rumo à Crisólia, mas antes, tínhamos que escalar a subida de Barra. E pode-se crer  é “Barra!!!” Logo no final da subida, uma bica d´água gelada que desce do alto da serra, acima da bica dá para recolher água potável. O Caminho da fé é repleto de fontes de água potável, algumas são indicadas por placas, outras estão dentro de sítios, que os proprietários gentilmente anunciam que ali há água potável à disposição do Peregrino.
Crisólia é um simpático distrito há seis quilômetros de Ouro Fino, ali você pode carimbar o passaporte no bar da Zeti e de quebra ter um bom papo com a própria, que é uma pessoa muito simpática.
A topografia entre Crisólia e Ouro Fino é bem amigável e Ouro Fino é uma bela cidade de mais de 270 anos, com casarões antigos, uma belíssima igreja, a Matriz de São Francisco de Paula e ótimas trilhas de Montain bike, segundo nos contaram alguns ciclistas da cidade. Na entrada da cidade o belo monumento ao menino da porteira, uma estátua de cerca de 10 m de altura. Na cidade há a Casa do Peregrino com quartos de 40,00 por pessoa. Resolvemos ficar em uma bela e nova pousada a 60,00 por pessoa com apartamentos bem confortáveis “Pousada Don Paolo”dos mesmos proprietários da Pizzaria Don Paolo cujas pizzas grandes estavam ao preço de 30,00 e devo dizer é uma ótima pizzaria.
Quilômetros rodados nesse dia 54,72, média de 11 Km/h Hospedagem 60,00, almoço e jantar  41,00, lanches 6,00.



Ouro Fino.
A colheita do morango 

Vista aérea sem sair do chão



Pessoas pelo Caminho.
Saindo de Ouro Fino
4° dia – 07 de agosto, saímos às 7:00 horas,  e,  8 km depois de Ouro Fino, passamos pela cidade de Inconfidentes com cerca de 7.000 habitantes e com a bela Igreja de São Geraldo saudando os visitantes. Passamos pelo povoado de Águas Livres e chegamos à Borda da Mata com  cerca de 17 mil habitantes, uma cidade com uma bela praça em frente a  uma igreja que faz jus à praça, trata-se da basílica de Nossa Senhora do Carmo. A cidade tem boa infraestrutura para se hospedar,  o lugar é agradabilíssimo.  Normalmente os peregrinos com bom preparo físico, que fazem o Caminho da Fé à pé, saem de Ouro Fino e dormem em Borda da Mata cujo percurso é de 29,41 Km. Os “cicloperegrinos” que dormiram em Ouro Fino, seguem viagem. Vamos dormir em Tocos-do-Moji, distante apenas  16,6 Km. Tudo por conta das subidas, e das paradas para apreciar o lugar que é belíssimo. No final da serra mais puxada um adesivo em uma parada de ônibus nos lembra “Não desanime, Jesus te ama” bem apropriada para aquelas paragens. Um trabalhador das lavouras de café me disse que a “bruta”  se chama Serra dos Aurélios. As plantações de morango dão um toque especial ao caminho, o cheiro nos acompanha por um longo percurso. Em tocos-do-Moji, tem a Pousada do Peregrino com quartos de 30,00 por pessoa e carimbam o passaporte. Encontramos uma boa alternativa, alugamos uma casa, pagamos 50,00 e ficamos com uma casa com cozinha, banheiro, local para lavarmos as roupas, cada um dormindo em um quarto da casa e toda a  privacidade de um lar. No outro dia, comemos na padaria e partimos para mais uma etapa. Antônio Olinto explicou em seu guia que o nome da cidade vem da palavra grega Tokos que significa parto, nascimento, é que ali nasce o rio Moji, daí o nome que não tem nada a ver com tocos de árvores e pronuncia-se como uma paroxítona, alguns moradores sabem do significado, outros atribuem à palavra tocos à língua Guarani.

Km rodados: 48,88, média 11 km/h max. 54,7 Km/h – Hospedagem 25,00, comida 9,00 água e compras 11,00.

Um cavaleiro segue seu caminho

Solidariedade ao peregrino

Se todos os declives eram acentuados, esse aqui então...


5° dia – 08 de agosto  - Tocos do Mogi – Consolação – Na planilha eram apenas 40,41 Km, mas nesse percurso havia  serras como a de Tocos do Mogi, a do Pântano dos Teodoros e a do Caçador, aclives cujas dificuldades eram diretamente proporcionais à beleza das paisagens. Esse trecho foi o mais belo em minha opinião, dedicamos muito tempo às fotografias e à contemplação das serras. Os dados do dia: 41,86 Km rodados (sempre há uma variação em relação às planilhas, devido principalmente às pequenas mudanças de percurso) velocidade média: 10 Km/h;  Max. 45,7 Km/h, gastos com pousada e jantar R$ 40,00, lanches e água: R$ 20,50


Interior da Igreja de São José


Igreja de São José em Paraisópolis


Leonardo, D. Ines, Seu José, Rony e Cachorro



Cachoeira na serra da Luminosa.



Cachoeira depois de Consolação


6° dia – 09 de agosto – Consolação – Luminosa: à exemplo do dia anterior, o percurso é belíssimo, saímos um pouco antes das 7 horas, lanchamos na bonita cidade de Paraisópolis com suas praças bem cuidadas e sua bela igreja, a matriz de São José. Em sua praça estavam expostas, belas esculturas em madeira de vários santos. Um morador explicou-me que as esculturas foram feitas por dois artistas da  cidade de Gonçalves-MG e que a madeira usada foi de uma árvore que havia morrido. De Paraisópolis à Luminosa, são 23,87 Km com uma subida desafiadora,  com algumas cachoeiras e um pequeno percurso pelo Município de São Bento do Sapucaí em São Paulo. Um morador da região me contou que ali, antigamente era Estado de Minas, mas houve uma barganha, na qual Minas Gerais ficou com Luminosa e São Paulo ficou com aquele “bico” de terra, o morador disse que era paulista e que naquela época da dita  “barganha” os mineiros passaram a perna nos paulistas. Rivalidades à parte, acho que os dois estados saíram ganhando, cada um ficou com lugares belíssimos e  terras férteis. Luminosa é um pequeno povoado, um distrito do  Município de Brazópolis, a chegada é por uma descida estonteante cuja beleza da paisagem nos obriga a interromper o Downhill em vários momentos. Fizemos um lanche em Luminosa e rumamos morro acima. A serra, que é uma das pérolas do Caminho, e, sem dúvida o maior desafio, possui uma pousada a cerca de 4 Km. A pousada da Dona Inês e de  Seu José. Uma bênção de lugar para acolher o peregrino. Bons aposentos, porém simples, a comida é um manjar com a simplicidade da comidinha da roça. E as pessoas, abençoadas como devem ser os anjos.  Foi uma estada gratificante e vale o  conselho, se você passar por ali, por volta das quinze horas é melhor se hospedar nesse sítio, pois o que vem depois é “pedreira”  e não deve ser nada agradável fazer o percurso da “Luminosa” sem a luz do sol. Sem falar que você vai perder um espetáculo de amanhecer na serra, e, sem falar ainda que você perderá o mais importante, o convívio breve, mas com efeitos duradouros, com pessoas especiais.

Dados do dia:  50,96 Km rodados, Média 10,2 Km/h, Max. 54,7 Km.  Hospedagem com jantar e café da manhã, R$ 30,00, Lanches e água: R$ 19,00.

Cavaleiros de Luminosa

Tropa próximo a Luminosa

Morador da Serra da Luminosa





7° dia- da Serra da Luminosa a Campos do Jordão: Subir a serra da Luminosa, adiantando quase 4 Km, e na parte da manhã é uma ótima estratégia. A subida é no ritmo dos caminhantes, empurra a bike, para pra  fotografar, pra olhar e respirar. Ninguém vai ligar para o cansaço.No topo da serra está a divisa de Minas Gerais e São Paulo, assinalada em uma pedra. Escalamos em Minas Gerais para “dropar” em São Paulo, a visão é paradisíaca. Depois de uma bela descida e uma pequena subida, chegamos ao asfalto que liga ao bairro de Campista na divisa dos municípios de São Bento do Sapucaí e Campos do Jordão. A chegada à Campista é uma descida longa, sinuosa e sem acostamento, ou seja, adrenalina pura. Comemos uns pastéis pra lembrar que estamos em São Paulo e pegamos mais subida rumo a Campos do Jordão, cerca de 20 Km. Como é bom chegar a Campos do Jordão, cidade movimentada e bonita, sua sofisticação destoa do Caminho da Fé, mas é só chegar ao Refúgio do Peregrino e  sentir de novo a vibração do Caminho.
O Refúgio é administrado pela simpática Bianca, que vive o “Caminho” na sua maneira  de viver e ver o mundo.  Campos do Jordão é badalação, mas para “cicloperegrinos” cansados como estávamos  foi sinônimo de sono tranquilo e reparador.
Durante minha viagem li o livro do Gabriel Garcia Marques “o Relato de um Náufrago”, foi uma experiência  gratificante e complementar ao caminho. Fiz questão de enviar o livro para fazer parte da biblioteca do Refúgio do Peregrino.
Dados do Dia:  32,49 Km rodados, média 10,2 Km/h Max. 59,7 Km/h. Hospedagem: 40,00; Jantar R$ 28,50, Lanches e água R$ 13,50.





O pequeno distrito de Luminosa ao fundo.





Campos do Jordão
Estação do Bondinho em Campos do Jordão






8° dia, 11 de agosto – Campos do Jordão – Aparecida. Sei que falei de várias descidas alucinantes, mas a descida da serra de Campos do Jordão foi insuperável. Apesar de não ter desenvolvido a maior velocidade da viagem,  foi a descida que requereu  maior concentração, o frio foi cortante, eu tremia tanto que não arriscava soltar os freios, a máxima foi de 52,5 Km/h mas mesmo assim deu aquela sensação de alta velocidade.O vento frio, o movimento dos carros, o acostamento perfeito, tudo era festa. O trecho é fácil, rodamos 79,93 Km e chegamos à Aparecida, fomos direto à Basílica. È emocionante ficar naquele imenso pátio olhando a grandeza daquele templo religioso. As pessoas, curiosas vinham nos perguntar qual havia sido o percurso que fizéramos, nos parabenizavam por ter chegado ali de bicicleta.Eu agradecia a Deus por ter alcançado meu objetivo.
Em todas as cicloviagens que realizo faço mentalmente uma oração de agradecimento por aqueles momentos extraordinários que estou vivendo. Em Aparecida, resolvi escrever essa oração e a deixar na Basílica em nome de todos os cicloturistas e peregrinos que se aventuram pelos caminhos, seja por turismo ou em uma busca espiritual. Gostaria de compartilhar neste blog essa oração, que até então era só minha.
Meu Senhor, Meu Deus.
Há algumas semanas eu lhe pedia:
Coragem, Saúde e forças, para realizar minha jornada por este Caminho.
Há alguns dias, eu continuava a pedir-lhe coragem, saúde e forças para concluir minha jornada.
Hoje, meu Pai!Quero agradecer-te pela coragem, saúde e forças que concedestes a mim.       
Só assim, concluí meu Caminho.

Estou certo, meu Deus, que nas próximas jornadas, tu me atenderás sempre que assim eu lhe rogar. Amém.

Túnel depois da descida da serra. Cuidado acostamento escorregadio!!!



Missão cumprida pro Leo.

Missão cumprida pra mim.
pequena amostra da avifauna do Caminho da Fé pela lente do Leonardo.


















Após o Caminho da Fé:

Havíamos concluído o Caminho da Fé, mas ainda queríamos pedalar mais, seguimos para Guaratinguetá  e lá iniciamos o trecho da Estrada Real que termina (ou começa) em Paraty- RJ, depois de cinco anos, eu seguia de novo as planilhas e marcos do Caminho do Ouro, mas essa é outra história.





Jenkel e Roger pequenos  amazona  e cavaleiro  da Estrada Real



Curvas Paraty

Cachoeira da Pimenta - Cunha

Vista de Cunha - SP

O Primeiro marco da Estrada Real que guia rumo às Minas Gerais




Pensando no mar
CHAPADA DOS VEADEIROS 2010

TRILHA DO BREJINHO_CLIQUE PARA ABRIR

Cachoeira da jiboia2009_clique aqui

PEDAL DAS CACHOEIRAS_2013

CAVALO BRAVO NOTURNO_2013

PEDAL DA FARTURA

NATALANDIA 2013

Pedalada de 12 de outubro 2013

Trilha do Novato Fevereiro 2014

PEDAL CAHOEIRA DO PILÃO 2014

2 comentários:

Roberto disse...

Parabéns Rony e Leonardo pela determinação. Lendo o texto e vendo as fotos, de certa forma também participei da aventura. Show!!!

Cláudio Quintanilha Siqueira disse...

Parabéns pela aventura e pelo relato. Já percorri a ER e agora pretendo fazer o caminho da fé.
Um grande abraço.